

DIETA MEDITERRÂNEA OU DO MEDITERRÂNEOUma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA) acompanhou a mortalidade de 1507 idosos europeus aparentemente saudáveis de 70 a 90 anos. O estudo descobriu que a dieta mediterrânea, associada a um estilo de vida saudável (atividade física, não fumar e consumo moderado de álcool), diminuiria a probabilidade de mortalidade em mais de 50%.Outro estudo sobre a Dieta do Mediterrâneo, também publicado no Journal of the American Medical Association, investigou a sua relação com síndrome metabólica, a qual é um fator de risco para doenças cardiovasculares. O objetivo foi estudar o efeito da dieta do Mediterrâneo na função endotelial e marcadores de inflamação vascular em pacientes com síndrome metabólica.O estudo de 2 anos descobriu que a dieta mediterrânea poderia ser efetiva em reduzir a prevalência de síndrome metabólica e sua associação com o risco cardiovascular. A dieta do Mediterrâneo - criada pelo médico Ancel Keys em 1945 - é um conceito nutricional e gastronômico que ganhou importância geral nos ano 90. Ela é baseada no que, pelo ponto de vista da principal corrente da nutrição convencional, era considerado um paradoxo: embora as pessoas dos países do Mediterrâneo - França é especialmente citada - tendiam a consumir quantidades relativamente altas de gordura animal, elas tinham taxas menores de doenças cardiovasculares do que em países como os Estados Unidos onde se achou níveis similares de consumo de gordura animal. Esse fenômeno é popularmente conhecido como "Paradoxo Francês".Acredita-se que a explicação seja a grande quantidade de óleo de oliva usado na cozinha mediterrânea, que contrabalançaria em parte a gordura animal na dieta. Adicionalmente, também acredita-se que outro fator seja o consumo de vinho tinto, uma vez que ele contém bioflavonoides com fortes propriedades antioxidantes.Este padrão alimentar é composto, basicamente, de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas (maçã) e, principalmente, óleo de oliva, canola, cereais pouco moídos, nozes (pecan) e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho. Vários estudos têm confirmado esta observação. A conclusão é de que quanto mais a pessoa pratica a dieta mediterrânea tradicional, menor a chance de morrer por qualquer causa, incluindo câncer (risco menor de 24%) e doenças cardíacas (risco menor de 33%). Deve ser salientado que essas populações, originalmente, mantinham naturalmente atividade física regular o que, comprovadamente, por si só, contribui para a melhoria da saúde e da expectativa de vida.
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